
Restauração Florestal
A Mata Atlântica apresenta-se como um dos ecossistemas mais complexos do mundo. Sua biodiversidade é exuberante, com mais de 20 mil espécies vegetais sendo 8 mil delas endêmicas (exclusivas ao bioma), e mais de 2 mil espécies de animais, entre mamíferos, pássaros, répteis, anfíbios e peixes (Santos et al., 2020).
Considerando a relevância desse hotspot da biodiversidade, o Projeto Conexão Floresta e Clima, realizado pela Entidade Ambientalista Onda Verde em parceria com a Petrobras propõe a restauração de 30 hectares inseridos na Reserva Biológica do Tinguá (Rebio do Tinguá) e em sua Zona de Amortecimento (ZA), Unidade de Conservação (UC) de proteção integral situada no Estado do Rio de Janeiro
Objetivo
A restauração se dá por meio de dois eixos, a restauração de 14 hectares por meio do plantio tradicional realizado por espécies nativas da Mata Atlântica, visando à recomposição da cobertura vegetal, à recuperação da estrutura e funcionalidade ecológica e fortalecimento da biodiversidade local. E a restauração florestal de 16 hectares por meio da metodologia de semeadura por drone.
Metodologia
A metodologia será baseada na recomposição da vegetação nativa da Mata Atlântica, fundamentando-se nos princípios do Pacto pela Restauração da Mata Atlântica. Será priorizada a diversidade funcional, com inclusão de espécies pioneiras, secundárias iniciais, secundárias tardias e clímax, visando favorecer o avanço da sucessão ecológica e a recomposição estrutural do ecossistema. Inicialmente, foi realizado um diagnóstico ambiental da área, incluindo avaliação do histórico de uso do solo, grau de degradação e caracterização das áreas.
As ações de restauração envolverão tanto o plantio convencional de mudas quanto a semeadura por drone, ampliando a capacidade de cobertura e recuperação ambiental das áreas selecionadas. No caso da semeadura aérea, serão utilizadas sementes nativas da Mata Atlântica, com definição das espécies baseada naquelas que apresentaram melhor adaptação e desenvolvimento na região, considerando critérios ecológicos e potencial de regeneração.
Em ambas as metodologias serão executadas etapas de preparação e manutenção das áreas, incluindo limpeza, controle de espécies exóticas e competidoras, utilização de isca formicida para mitigação de danos causados por formigas cortadeiras, além de monitoramento e replantio quando necessário. No plantio convencional, as mudas serão implantadas respeitando alinhamento, espaçamento e profundidade adequados, garantindo estabilidade e desenvolvimento radicular satisfatório.
Também em ambas as estratégias será realizado acompanhamento contínuo das áreas restauradas por meio de registros aéreos, possibilitando o monitoramento da evolução da cobertura vegetal, análise do desenvolvimento das espécies e avaliação dos resultados obtidos ao longo do tempo.
Dentre as atividades previstas no reflorestamento, contaremos ainda com a análise e monitoramento da biodiversidade, manutenção dos estoques e cálculo de sequestro de carbono. O objetivo é verificar, ao longo da execução do projeto, os impactos ambientais positivos gerados, tais como aumento da biodiversidade de fauna e flora, redução da pressão antrópica e maior sensibilização da população acerca da importância da conservação das unidades de conservação e dos ecossistemas da Mata Atlântica.
Resultados Esperados
Recomposição da cobertura vegetal nativa em 30 hectares de área degradada, com aumento progressivo da diversidade de fauna e flora ao longo do período de monitoramento.
Geração de dados técnicos sobre o potencial de sequestro de carbono da área restaurada, contribuindo para estimativas de estoque de biomassa e para a mitigação das mudanças climática.
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