Viveiro de Mudas de Espécies Nativas de Mata Atlântica

A construção do viveiro de mudas foi uma demanda qualificada dos pequenos agricultores pela necessidade de reflorestamento das áreas degradadas já existentes nas pequenas propriedades do entorno da Reserva Biológica do TINGUÁ.

A partir desta demanda entendemos ser fundamental a implantação de um viveiro que fosse capaz de suprir a necessidade de mudas de espécies nativas da mata atlântica. Com o objetivo de interagir com esses pequenos agricultores estamos incentivando um programa de geração de renda a partir do plantio de palmito pupunha, pois a extração ilegal do palmito Juçara está levando-o a fazer parte das espécies em extinção da Mata Atlântica, criando assim, um desequilíbrio da fauna e flora da Unidade de Conservação.

A capacidade de aclimatação do viveiro é de 30.000mil mudas/ano de espécies nativas e de palmito pupunha.

O Viveiro também serve como laboratório de produção de adubo orgânico e, como instrumento pedagógico para os estudantes que visitam diariamente o Centro Integrado de Educação Ambiental e Práticas Sustentáveis.

Um dos pontos fortes do programa é a parceria com os agricultores, que por contrato, terão o compromisso de reflorestar e manter 30% da sua propriedade, ou seja, 10% a mais do que determina a lei de reserva legal nas propriedades.

Com a falta de oportunidade de trabalho no mercado tradicional na região do entorno da Reserva Biológica do Tinguá a população menos favorecida fica à mercê dos traficantes da fauna (animais silvestres) e flora (palmito Juçara), que utilizam as pessoas menos esclarecidas para cometer os atos ilícitos como o contrabando nacional e internacional de animais silvestres, além da extração ilegal de palmito juçara para o abastecimento do mercado clandestino. Não adianta falar em conservação e preservação do meio ambiente ou educação ambiental se não formos capazes de oferecer novas oportunidades de trabalho e renda para os moradores que vivem no entorno das Unidades de Conservação integrando-os às unidades, e às possibilidades de um novo mercado justo e solidário.